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  • Equipe Cemae

Boquinhas em ação

Atualizado: 6 de Nov de 2019

Conheça o método de alfabetização que une pedagogia e fonoaudiologia

Muitas crianças têm dificuldades na fase de alfabetização e muitos são os apoios que ela pode receber para ajudar a supera-las. Aqui no CEMAE, um dos métodos à disposição de pais e crianças é o das Boquinhas, criado pela fonoaudióloga e psicopedagoga Renata Savastano Ribeiro Jardini.


É um método fonovisuoarticulatório que tem uma abordagem multissensorial, ou seja, é fonológico (som/fonemas), visual (letras/grafemas), sinestésico (com s, pois refere-se ao sentir) e articulatório (bocas/articulemas). Esse conjunto é necessário para que o processo de leitura/escrita seja mais concreto, simples, rápido, eficaz e consciente.


Pareceu complicado? Mas é simples. Quando começamos a adquirir conhecimento, ainda bebês, nosso ponto de partida é a boca: a respiração, a alimentação, a criação dos sons e depois, a fala. Então faz sentido que para aprender a leitura e a escrita utilizemos o repertório adquirido antes com os sons.



É um método de alfabetização, e como todo método, é constituído com etapas. Boquinhas não tem a finalidade de letramento, mas dá uma base segura e ferramentas necessárias para que o aluno construa seu conhecimento. A boca faz a conversão do fonema-grafema e o método dá autonomia para o aluno aprender. É importante que o professor conheça, estude e compreenda como é o método para poder aplicá-lo com eficiência.


Conversamos com a professora Cláudia Bardez Skapell, que aplica o método em sala de aula e em aulas particulares, para saber melhor como isso funciona:


Existe uma faixa etária ideal da criança para utilizar o método?

Por ser um método de alfabetização, deve ser utilizado nas séries iniciais (1º e 2º anos), mas, atividades de consciência fonoarticulatória e fonológica devem ser propostos na educação infantil também. A utilização de rimas, aliterações (repetições de fonemas) e brincadeiras corporais são os estímulos para que as crianças percebam os sons da fala e os movimentos que realizam com a boca para pronunciá-los.


Para que tipo de dificuldade esse método é indicado?

É um método para alfabetizar e tratar distúrbios de leitura e escrita. Mas o trabalho com boquinhas, mostra-se efetivo como mais um recurso em algumas patologias. Indivíduos com TEA (transtorno do espectro autista) e Síndrome de Down também são muito beneficiados.


Qual a frequência ideal para as aulas?

Em sala de aula regular, todos os dias, nas aulas de alfabetização. É um recorte da aula, que é complementado com outros materiais paradidáticos.


Qual o perfil de crianças que podem se beneficiar e em que contexto é aplicado?

Todos os alunos, com patologias ou não, podem se beneficiar do método. Pode ser aplicado coletivamente na sala de aula, com ótimos resultados e em aulas particulares, para tratar distúrbios específicos no processo de alfabetização.


Qual é a sensação ao aplicar e ver resultados desse método?

É muito gratificante ver os alunos aprendendo com mais prazer, segurança e eficiência o uso da leitura e escrita, sem a mera repetição ou a famosa "decoreba". O processo de alfabetização é consciente e efetivo.

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